Documentário: Adeus, até amanhã – 2007 – António Escudeiro
Ainda no DocLisboa vi, no dia 21 no grande auditório da culturgest,

Adeus, até amanhã
(a página é intragável com vários erros e dead links)
realizador: António Escudeiro
duração: 56′
Origem: Portugal
Ano: 2007
Sinopse:
António Escudeiro nasceu, cresceu e trabalhou em Angola, até ao dia em que se viu forçado a vir embora, contra a sua vontade.
Jurou voltar. Mas esse regresso a casa só se tornou realidade 32 anos depois. “Adeus, até Amanhã” é o documentário deste regresso onde se cruzam e confrontam dois universos visuais. As memórias do realizador e a Angola hoje. Há tempos diferentes, encontros e reencontros. Alguns nunca imaginados. Escudeiro percorre, durante 25 dias, a sua geografia angolana – Lobito, Huambo, Huíla. Para no fim ficar a saber melhor o que já sabia: que Angola é a sua terra, que África é o seu continente.

A minha opinião:
Este documentário contou com a presença do realizador que, introduziu-o e para além de agradecer meio mundo, um de cada vez, lá se emocionou e não conteve as lágrimas. E no fim veio de novo à frente agradecer e brotar mais umas lágrimas.
Ao ver este doc. fiquei com imensa tristeza de ver o estado do país assim tão abandonado. Se por um lado isso é bom para o ambiente, este abandono deve-se às inúmeras guerras que por ali deixou muitas feridas. As histórias dos portugueses que tiveram que fugir das colónias, para agora as ver neste estado, são tristes. E o incentivo dado pelas forças regentes actuais de que o mal é causado pelas cicatrizes feitas pelo colonialismo só serve para ordenar o rebanho; é um tipo de xenofobia muito retrógrado.

A câmara segue o realizador desde a costa até a selva, usando a linha de comboio da CFB, os caminhos de ferro de Benguela, que aos poucos vai sendo restaurada. Passa pelos sítios onde ele nasceu, cresceu e partiu. Onde foi ensinado, a escola básica e a secundária. As escolas que visitou ainda estavam a funcionar, mas sem o clamor dos anos 60. Entretanto, contava histórias da sua infância.
Fiquei também com vontade de eventualmente passar lá uma grande temporada, quando as gentes de lá se entenderem. Escudeiro encontra os lugares da sua infância e aos poucos conta-nos historias em que a imagem está 30 anos no futuro. Na escola escreve no quadro a giz. Na casa onde passava férias, agora a cair em ruínas, conta as historias dos serões com a família tipicamente portuguesa. No cinema Huambo, filma o que resta das paredes e das máquinas de projecção desfeitas; histórias antigas dos brancos com o realismo presente dos negros.
Valeu pela excelente fotografia mesmo que por vezes se notasse que o contraste das cores estivesse demasiado alto. Não sei se é o resultado de o doc ter sido filmado em HDV.








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