Filme : Je crois que je l’aime – 2007 – Pierre Jolivet
Vi hoje o “Je crois que je l’aime”, aquando a inauguração da festa do cinema francês em Évora.

Comédia romântica – 1h30
Com:
Vincent Lindon, Sandrine Bonnaire, François Berléand, Kad Merad.
Produção:
Frédéric Bourboulon (Vendredi Film)
Estreou em
* França 21/02/07
* Portugal 10/10/07 (em Évora)
Sinopse: ( retirado de 8ª Festa do Cinema Francês)
Lucas, um rico empresário de 43 anos, solteiro, acaba de passar por um profundo desgosto de amor. Conhece então Elsa, de 38 anos, uma bela ceramista famosa, a quem encomendou um fresco para decorar o átrio da empresa. Irresistivelmente atraído por ela, Lucas vai tentar conquistá-la. No entanto, apesar de ser muito hábil nos negócios, sente-se completamente inseguro no amor. Por isso, decide incumbir o detective privado da empresa de descobrir por que estranho motivo é que esta bela mulher ainda está solteira. Mas se Elsa descobre, coitado do Lucas…

A minha opinião:
Um filme sobre uma história mais que trivial. Culturalmente, sem sabor, aliás algumas cenas de fundo são-me de mau gosto.
(carne, sushi e ver-se livre do gato por mais uma paixão).
Mas gostei. Traz um humor muito perspicaz, simples e que fez o auditório ondular com os risos. Eu.. eu próprio ri-me várias vezes
. Claro que é em francês, com alguns toques de italiano, chinês e japonês, o que é sempre bom. É engraçado notar que existe uma tendência para que se tenha vivido no Japão por uns tempos. Mas volta-se sempre. Não achei muito inteligente a introdução da personagem lutadora de Sumo e a sua impossibilidade de usar o elevador. Pelo peso?! que raio de elevador… Gostei das personagens secundárias, que iam dando um ar fresco ao par, pois traziam consigo o passado do Lucas. E como as coisas não param quando se “ama”. Como o mundo parece querer dar para o torto.
Lá para o fim, aquilo já se torna demasiado desenfreado e passa de uma comédia romântica para uma corrida sexual sem muito para acrescentar. Afinal, romance não há, o que há é atracção física. Também não achei nada interessante a noção de que as mulheres são sempre umas cabras traidoras. Pois, e os homens naquele filme são todos compichas e perdoa-se tudo. Posso ter lido demasiadas entrelinhas mas as mulheres ali foram chamadas de tudo…
Tão pouco fiquei a saber mais sobre cerâmica. Tinha ficado curioso se teriam usado um artista verdadeiro em “Dé la Ponté” mas o google não me quer dizer. Mas que se nos abstrairmos, o filme é giro é.
Para dar o golpe, foi engraçado ver a casa do CEO toda inteligente, cheia de electrónica (totalmente oposta ao bunker da artista). Como o meu colega estava a dizer, parecia que iam culpar a tecnologia pelas inadequações da vida amorosa dos nossos dias, e lá pelo meio ainda usaram umas piadas de 1996 com os telémoveis, mas não foi muito grave.
Conclusão: vê-se e ri-se. Mas é melhor ter cuidado com as subtilezas das mensagens.

