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Aproveitei e fui ver Vertigo ao “cinema”. Foi na velha a branca, lá em cima nas escadas. Não ia a contar com a caixa das esmolas e não levei dinheiro. Da próxima há mais..
Adorei o filme. Já o tinha visto as pinguinhas cá em casa, mas ainda não tinha visto o fim. Tive pena que o Hitchcock matasse mais uma das suas loiras. Felizmente, a Marjorie (Midge) saltou da lovewagon a tempo da morte. A Madeleine/Judy não. Senti-me triste pelas mulheres do filme. É tão dificil ser amado. Aquela cena da Midge a deixar o hospital, devastada, é avassaladora. Sabia ela que o Johnny não a amava, e ela não podia fazer nada por ele, tendo ele afundado ainda mais a indiferença com que a sempre tratou. E Judy, que tanto o amava, disposta a deixar de existir, transformou-se na imagem que o Scottie tinha da Madeleine.

- Madeleine next to the Golden Brigde
Adorei também o olhar no vazio da Madeleine, quase perpetuo. Da cena e das cores quando a Judy finalmente acaba de se transformar em Madeleine, com o tom verde do Neon do Empire Hotel a iluminar o quarto, e o flashback do Scottie.
Gostei também da técnica usada para criar o sentimento de acrofobia. A técnica chama-se dolly zoom.
Adorei o passeio que Scottie e Judy deram pelo Palace of Fine Arts

Palace of Fine Arts - San Francisco
Da “trip” do John quando, depois do julgamento, sonha e entra num estado melancólico

- James Stewart
e de não haver happy ending.
Realizador: Alfred Hitchcock
Ano: 1958
Com:
* James Stewart … John ‘Scottie’ Ferguson
* Kim Novak … Madeleine Elster / Judy Barton
* Barbara Bel Geddes … Midge Wood
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