A última elegia

•Outubro 30, 2009 • Comentários Desligados

flores vermelhas

Voltei a encontrar-te
Já não somos estranhos
Dois anos se passaram desde que te comecei a procurar.. dois anos..

E quantos mais desde… mas agora seguimos juntos.
Esqueci-te tanto, tanto..
Tenho tanto pra te contar! Escrever-te-ei tudo! mas noutro sítio, ta?

obrigado! estou ansioso por este novo…

A elegia n.º 3 : A minha mente abandonada

•Outubro 26, 2009 • Comentários Desligados
A minha janela da sala grande

A minha janela da sala grande

Aos poucos fui-me matando. Sem o saberes, morri.


Quando vieste ter comigo, perguntaste-me porquê. Sem te conseguir ver ou ouvir, babava-me e olhava no vazio horizonte.


Depois acordei. Tinha 12 anos e estava com outros meninos e meninas grandes da minha idade. Às vezes falávamos de coisas diferentes.


Hoje alguém gostou de mim mas não me lembro.


Ontem disseram-me o meu nome mas já me esqueci. Também não faz mal.


Gosto da música da sala grande. Quando estou na sala grande consigo escrever.


À pouco ele disse-me que dantes tinha amigos que me vinham visitar e me abraçavam. Perguntou-me se eu já não tinha amigos. Disse-lhe que não sabia. Acho que ninguém se lembra.


Agora lembrei-me de qualquer coisa boa d’antigamente. Mas esqueci. Às vezes apetece-me saber coisas.

Hoje não.

Cinema: Psycho – 1960 – Alfred Hitchcock

•Outubro 15, 2009 • Comentários Desligados
Psycho

Psycho

Director:
Alfred Hitchcock

Anthony Perkins   …   Norman Bates
Vera Miles   …   Lila Crane
John Gavin   …   Sam Loomis


Hoje foi dia de cinema de novo na Velha! Gostava de poder comentar o filme de hoje mas.. depois da primeira morte, adormeci :/ Já só acordei para ver o fim. Oh, se eu contasse os sitios onde já dormi…

Psycho 1960 Alfred HItchcock Janet Leigh

Psycho 1960 Alfred HItchcock Janet Leigh

Psycho poster

Psycho poster

elegia 2

•Outubro 14, 2009 • Comentários Desligados

Se eu soubesse como, amava-te.

Felizmente, a vida é uma brincadeira, um jogo. Entre lágrimas e risos, quero amar-te e ficar contigo para sempre.

Cinema: Vertigo – 1958 – Alfred Hitchcock

•Outubro 8, 2009 • Comentários Desligados
Poster vertigo
Vertigo Title

Aproveitei e fui ver Vertigo ao “cinema”. Foi na velha a branca, lá em cima nas escadas. Não ia a contar com a caixa das esmolas e não levei dinheiro. Da próxima há mais..

Adorei o filme. Já o tinha visto as pinguinhas cá em casa, mas ainda não tinha visto o fim. Tive pena que o Hitchcock matasse mais uma das suas loiras. Felizmente, a Marjorie (Midge) saltou da lovewagon a tempo da morte. A Madeleine/Judy não.  Senti-me triste pelas mulheres do filme. É tão dificil ser amado. Aquela cena da Midge a deixar o hospital, devastada, é avassaladora. Sabia ela que o Johnny não a amava, e ela não podia fazer nada por ele, tendo ele afundado ainda mais a indiferença com que a sempre tratou. E Judy, que tanto o amava, disposta a deixar de existir, transformou-se na imagem que o Scottie tinha da Madeleine.

Madeleine next to the Golden Brigde
Madeleine next to the Golden Brigde

Adorei também o olhar no vazio da Madeleine, quase perpetuo. Da cena e das cores quando a Judy finalmente acaba de se transformar em Madeleine, com o tom verde do Neon do Empire Hotel a iluminar o quarto, e o flashback do Scottie.

Gostei também da técnica usada para criar o sentimento de acrofobia. A técnica chama-se dolly zoom.

Adorei o passeio que Scottie e Judy deram pelo Palace of Fine Arts

Palace of Fine Arts - San Francisco

Palace of Fine Arts - San Francisco

Da “trip” do John quando, depois do julgamento, sonha e entra num estado melancólico

James Stewart

James Stewart

e de não haver happy ending.

Vertigo Logo

Realizador:  Alfred Hitchcock

Ano: 1958

Com:

* James Stewart   …   John ‘Scottie’ Ferguson
* Kim Novak   …   Madeleine Elster / Judy Barton
* Barbara Bel Geddes   …   Midge Wood

elegia 1

•Outubro 5, 2009 • Comentários Desligados

École do meu coração sagradoQuando me deixo cair na tentação de ouvir o que tenho para dizer, engano-me sempre. Hoje, é desses dias. Então como não estás aqui para to dizer, escrevo:

Ás vezes esqueço-me de tirar a máscara quando chego a casa sozinho. E adormeço com ela. De manhã, não sei quem sou. Então penso em ti para me esquecer. Todos os dias

Música – Elis Regina e Antonio Carlos Jobim – Águas de Março (1974)

•Abril 13, 2009 • 3 Comentários
Sobre as núvens das Águas de Março

Sobre as núvens das Águas de Março

Esta música… e o final é duma alegria única.


Continue reading ‘Música – Elis Regina e Antonio Carlos Jobim – Águas de Março (1974)’

Música – Jeff Alexander & Bonnie Beecher – Come Wander With Me (1964)

•Abril 7, 2009 • 5 Comentários
my sorrow, tired eyes

os meus olhos cansados e de mágoa

Há músicas que nós deixam de rastos. Já ouvi umas dezenas de vezes esta música, mas hoje.. Continue reading ‘Música – Jeff Alexander & Bonnie Beecher – Come Wander With Me (1964)’

coisas

•Abril 4, 2009 • Comentários Desligados

gostaria de poder dizer que me sinto só sem me sentir sozinho. Gostaria de fingir para escrever um poema bonito, de o dizer só para receber um carinho teu, pensar como seria se me sentisse assim tristemente só, e amanhã, quando tornar a acordar, rir.

Música: Blood Axis – Sintra – 2 janeiro 2009

•Dezembro 29, 2008 • 6 Comentários
 blood axis + sangre cavallum

blood axis + sangre cavallum

02 January 2009 Portugal
Event: Blood Axis + Sangre Cavallum
Time: January 02, 2009 7:00PM
Location: União Colarense, Sintra, Portugal Continue reading ‘Música: Blood Axis – Sintra – 2 janeiro 2009′

 
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